Distro para os amigos

Muuuito resumidamente, uma distribuição não é mais que uma conjunto de software associado ao kernel do Linux, ele próprio também software se observarmos o sentido lato da coisa.

Mas porque existem tantas distribuições? Bom aparentemente porque sim, porque pode ser. A forma como Linux foi criado permite-o e essa é uma das suas características. Mas lá que torna a escolha de uma distribuição difícil, isso torna.

Parece-me possível que um qualquer grupo de talentosos amigos se junte numa Sexta-feira à noite, e depois de uns copos valentes emergem Segunda com uma distribuição na mão. Para a maioria das pessoas, as chamadas pessoas normais, tal abundância de escolha pode ser prejudicial. Fica-se sem saber o que escolher tal a variedade de opções, versões de Kernel, ambientes gráfico e tudo mais que pode ser configurado. Parece não haver um caminho bem definido na escolha de uma distribuição (distro para os amigos) perante uma dada utilização especifica de um computador. Os menos resistentes poderão desistir facilmente.

Um bom local para começar é o site distrowatch.com onde o top de distros mais usadas nos dá uma orientação sobre o que escolher.
Eu mandei o top às urtigas e escolhi o Lubuntu 16.04 para (re)começar!

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Linha de comando

Outras das razões que impediu a minha adoção do Linux foi a linha de comando na shell deste SO. Parece que há pouca coisa que se possa fazer no Linux que não envolva dar uns comandos na Shell, coisa que não sempre é fácil dado o elevado numero de argumentos possíveis ou necessários para fazer o que quer que seja. E depois parece que há um comando para tudo.

Sim o controlo é maior, a possibilidade de scripting enorme, mas tudo é mais difícil. Acho eu. E no mundo onde nasci para a informática a coisa evoluiu para os wizards e interfaces gráficos intuitivos onde não é preciso ter um curso para instalar até a mais pequenas das aplicações. Dar instruções a um computador por linha de comando é geek, mas parece-me claramente pouco user freindly.

Se quiserem saber mais podem visitar o site http://linuxcommand.org/learning_the_shell.php. Mas se não o fizerem compreendo perfeitamente!

E sim mais uma vez. Também se dão comandos na shell do actual Windows 10, mas estamos longe da dependência que existe no Linux. De outra forma e já me tinha reformado por invalidez.

Linux, Linux, Linux….Windows

Ao longo dos anos, independentemente das distribuições utilizadas, uma coisa veio ao de cima. Mesmo tendo escolha, a minha utilização recaia sempre sobre o Windows. Depois, está claro, esquecia-me da password do Linux e vai de fazer nova instalação (para continuar a não usar, a que se seguia uma terceira instalação…estão a ver o filme).

Lembro-me de à uns 5/6 anos atrás um colega, daqueles tais entusiastas mas já com outro nível de entusiasmo, me ter dito “Então quando é que pedes para te instalarem uma imagem Linux na tua máquina?“. Até tive medo de responder pois achei que se lhe dava conversa nunca mais saia dali. Mas lá lhe disse a medo que não podia instalar tudo o que precisava para trabalhar no Linux, tal como conseguia num computador com Windows. É claro que não precisei de esperar muito pela resposta . Mas é uma facto e talvez seja isso mesmo que me leve a arrancar um o Windows em vez do Linux. A aplicações que uso criaram uma habituação tal que mesmo com o dual-boot a apontar por defeito para o Linux, era com o Windows que trabalhava.

Esse facto e o conhecer melhor o sistema da Microsoft levavam-me numa viagem louca,  de um carrossel sem paragem, do qual não conseguia sair.

Second life

Depois da desilusão contentei-me com a utilização de sistemas operativos Windows da Microsoft, para só muito mais tarde dar nova hipótese (e a mim próprio) ao Linux. Tal decisão teve a ver com o facto de que este sistema operativo ter crescido muito, com uma base ainda mais sólida de utilizadores, mas também porque o meu computador já era outro e podia assim arriscar a instalação não temendo novos problemas com os drivers da placa gráfica.
De referir que esses utilizadores travavam batalhas com a razão e o coração com os utilizadores Windows, coisa que nunca percebi pois não só achava que cada um utilizador tem as suas preferências e necessidades e por conseguinte um sistema operativo mais indicado à utilização que faz de um computador, como eu tentava usar os dois.

Mais afoito, as instalações seguintes foram feitas em dual-boot “e seja o que Deus quiser”. Tudo correu pelo melhor mas eu continuei ateu. Não há milagres!

No princípio…

Começando pelo inicio, o meu contacto o sistemas operativos Linux já vem de longe. Para além de alguns colegas mais entusiastas que me chamavam com um “já viste aqui a minha máquina” o que nem sempre me convencia, lembro-me de ter comprar há muitos anos atrás uma revista de informática inglesa em que o CD incluía uma distribuição de Linux (no tempo em que as revistas de informática tinham CD de oferta). Claro está que numa das noites seguintes se fez noitada lá por casa, para guardar todas as coisas em que tinha interesse, dizer adeus ao Windows (já não sei que versão) e olá ao Linux. Lembro-me que todo o processo terminou pelas 06h00 e com relativa desilusão pois se a instalação foi conseguida já por a placa gráfica a funcionar correctamente foi impossível. E ver tudo em tons cinzento, granulado e a fazer lembrar uma EGA (https://en.wikipedia.org/wiki/Enhanced_Graphics_Adapter) não era propriamente uma experiência electrizante.

Com o insucesso em colocar a placa gráfica a funcionar, veio mais uma noitada para repor o Windows no PC. Durante algum tempo Linux foi uma palavra proibida lá em casa!

Primeiro post e a razão deste blog

Devo esclarecer que a criação desde blog foi decidida pelas 03h00, num momento de insónia, a fazer lembrar outros tempos em que, como programador completamente amador,  acordava de noite com a solução para os problemas que tinha pela frente.

Mas desta vez a principal razão foi mesmo o ter bebido um café fora do tempo “et voilà”, tive essa excelente ideia de criar um blog para documentar a minha experiência com o sistema operativo Linux. Questiono-me que ideia teria tido se tivesse bebido outra coisa!

Linux…uma relação agridoce, mas que ao longos dos anos se foi tornando cada vez mais doce do que amarga. Está na altura de dar o próximo passo. Fiquem por aí.