VM, primary boot ou dual boot.

Para a instalação de uma distribuição Linux vou optar por criar uma VM. O meu primeiro contacto com uma máquina virtual foi feito através do VMWare Player. Só mais tarde tive contacto com o Oracle Virtual Box. Na altura, o Player apenas permitia fazer correr uma máquina virtual, não havendo a opção de criar uma VM como acontece com a Virtual Box. Por isso, o software da Oracle passou a ser o escolhido para este tipo de experimentações.

As alternativas eram a de fazer uma clean install do Linux o que impediria a co-habitação do Windows no mesmo sistema e me iria trazer neste momento mais problemas, pois não sou eu o único a usar o desktop lá de casa.

Sim, poderia optar por um dual-boot, mas como a virtualização facilita, e lá está outra vez, a experimentação, resolvi-me por uma máquina virtual. Uma por agora pois tenho grandes planos para o futuro!

Para já venha daí o Lubuntu 16.04.

Linux, Linux, Linux….Windows

Ao longo dos anos, independentemente das distribuições utilizadas, uma coisa veio ao de cima. Mesmo tendo escolha, a minha utilização recaia sempre sobre o Windows. Depois, está claro, esquecia-me da password do Linux e vai de fazer nova instalação (para continuar a não usar, a que se seguia uma terceira instalação…estão a ver o filme).

Lembro-me de à uns 5/6 anos atrás um colega, daqueles tais entusiastas mas já com outro nível de entusiasmo, me ter dito “Então quando é que pedes para te instalarem uma imagem Linux na tua máquina?“. Até tive medo de responder pois achei que se lhe dava conversa nunca mais saia dali. Mas lá lhe disse a medo que não podia instalar tudo o que precisava para trabalhar no Linux, tal como conseguia num computador com Windows. É claro que não precisei de esperar muito pela resposta . Mas é uma facto e talvez seja isso mesmo que me leve a arrancar um o Windows em vez do Linux. A aplicações que uso criaram uma habituação tal que mesmo com o dual-boot a apontar por defeito para o Linux, era com o Windows que trabalhava.

Esse facto e o conhecer melhor o sistema da Microsoft levavam-me numa viagem louca,  de um carrossel sem paragem, do qual não conseguia sair.

Second life

Depois da desilusão contentei-me com a utilização de sistemas operativos Windows da Microsoft, para só muito mais tarde dar nova hipótese (e a mim próprio) ao Linux. Tal decisão teve a ver com o facto de que este sistema operativo ter crescido muito, com uma base ainda mais sólida de utilizadores, mas também porque o meu computador já era outro e podia assim arriscar a instalação não temendo novos problemas com os drivers da placa gráfica.
De referir que esses utilizadores travavam batalhas com a razão e o coração com os utilizadores Windows, coisa que nunca percebi pois não só achava que cada um utilizador tem as suas preferências e necessidades e por conseguinte um sistema operativo mais indicado à utilização que faz de um computador, como eu tentava usar os dois.

Mais afoito, as instalações seguintes foram feitas em dual-boot “e seja o que Deus quiser”. Tudo correu pelo melhor mas eu continuei ateu. Não há milagres!

No princípio…

Começando pelo inicio, o meu contacto o sistemas operativos Linux já vem de longe. Para além de alguns colegas mais entusiastas que me chamavam com um “já viste aqui a minha máquina” o que nem sempre me convencia, lembro-me de ter comprar há muitos anos atrás uma revista de informática inglesa em que o CD incluía uma distribuição de Linux (no tempo em que as revistas de informática tinham CD de oferta). Claro está que numa das noites seguintes se fez noitada lá por casa, para guardar todas as coisas em que tinha interesse, dizer adeus ao Windows (já não sei que versão) e olá ao Linux. Lembro-me que todo o processo terminou pelas 06h00 e com relativa desilusão pois se a instalação foi conseguida já por a placa gráfica a funcionar correctamente foi impossível. E ver tudo em tons cinzento, granulado e a fazer lembrar uma EGA (https://en.wikipedia.org/wiki/Enhanced_Graphics_Adapter) não era propriamente uma experiência electrizante.

Com o insucesso em colocar a placa gráfica a funcionar, veio mais uma noitada para repor o Windows no PC. Durante algum tempo Linux foi uma palavra proibida lá em casa!